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Bruno Balestrini/ Artes aplicadas/ Tecido/ Os tecidos franceses do século XVIII
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Os tecidos franceses do século XVIII
França

Os tecidos franceses do século XVIII

MEANDRO

Período
1745-1775
Descrição
Séries paralelas de troncos ou ramos ondulantes e verticais com sobreposição de raminhos de flores de representação naturalista. A produção têxtil é extremamente rica e variada: a composição em meandro tem uma série de variantes que vai do tronco à fita de renda, ao entrelaçado de pequenas grinaldas de flores, para acabar depois, por volta dos anos sessenta, no duplo meandro.
Técnica
Fundos de cetim, canelado, gros, moiré, tafetá com desenhos a tramas brochadas, flutuantes policromas, de ouro e de prata.
Origem
Nasce da proposta de diferenciar a composição do fundo do desenho da do elemento figurativo vegetal-naturalista. Com o passar dos anos, a composição do fundo tornar-se-á cada vez mais importante no desenho, assumindo nele uma parte predominante, com uma acentuação cada vez maior da sua rigidez geométrica.

SPITALFIELDS

Período
1730-1770
Descrição
De troncos ondulantes verticais destacam-se, de cada vez, hastes delgadas, grandes ramagens ou flores alternadamente inclinadas para a direita e para a esquerda; o desenho, embora realizado em estilo naturalista, apresenta notáveis caracterizações gráficas. A produção segue, em linhas gerais, a francesa, diferenciando-se pelos motivos mais simples, pela menor riqueza de pormenores, pelo uso de cores contrastadas, brilhantes e com menos matizes.
Técnica
Fundos de tafetá, lampassos, gros, canelados com desenhos realizados a várias tramas lançadas, brochadas. policromas e metálicas nos seus diferentes aspetos: lamelar, metálico e frisado.
Origem
Spitalfields é um subúrbio de Londres onde tiveram sede as mais importantes manufaturas inglesas do século XVIII, notavelmente incrementadas pela fixação de um numeroso grupo de mestres tecelões franceses, exilados huguenotes na sequência da revogação do Édito de Nantes.

TECIDOS PARA DECORAÇÃO DE INTERIORES

Período
1760-1800
Descrição
Decorações de grotesco com recurso a motivos de gosto clássico, temas celebrativos e simbólicos; de composição esquematizada através do uso de molduras, medalhões e grinaldas de ligação; claro prelúdio do estilo Império.
Técnica
Lampassos e cetins de fundo com desenhos realizados a várias tramas brochadas, liseré, lançadas, ligadas em tafetá ou em diagonal.
Origem
O clima cultural produzido pelo grande interesse suscitado pelas escavações coevas de Pompeia e Herculano, causa determinante, em todas as artes aplicadas, de uma constante referência à Antiguidade.

TOILES DE JOUY

Devem o nome à aldeia de Jouy-en-Josas, perto de Versalhes, onde os irmãos Oberkampf, originários da Renânia, constroem uma estamparia de tecidos ativa de 1760 a 1844. Trata-se de algodão estampado à planche ou a cilindro, predominantemente num tom particular de vermelho ou de azul. No tratamento dos temas decorativos pode notar-se uma semelhança com os das cerâmicas. O seu destino comum, a decoração das paredes, torna inevitável tal parentesco estilístico, enquanto necessário para se harmonizar com o mobiliário; predominam os temas campestres, as ruínas monumentais e os assuntos mitológicos.

PHILIPPE de LASALLE

Pintor particularmente dedicado à produção têxtil para decoração de interiores, interessou-se pelo aperfeiçoamento de pormenores técnicos do tear para poder realizar melhor os seus projetos. A estrutura das suas obras é substancialmente uma sequência de grandes ovais verticais que encerram diversas representações, tais como amorinos, instrumentos musicais, animais e composições florais. A obra é realizada com um extremo naturalismo, acentuado também pela utilização de um grande número de tramas coloridas e pelas diferentes qualidades de fios empregados.

Fonte
Arquivo fotográfico Bruno Balestrini
Este texto foi traduzido do original italiano com a ajuda da inteligência artificial (Claude). Ler a versão italiana.