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Os tecidos franceses do século XVII
França

Os tecidos franceses do século XVII

O século XVII marca a formação definitiva de uma indústria da seda francesa em decidida concorrência com a italiana, no seu conjunto, marca na arte têxtil italiana um período de decadência, porque o primado da criação passa para as fábricas de Lião.

TECIDOS DE REVESTIMENTO

Período
De meados ao fim do século XVII
Descrição
Sucessões verticais, com módulo de repetição de toda a altura do tecido, de motivos florais e ramos de acanto que, divergindo, formam ovais que encerram composições de íris, túlipas, espigas, uvas e peónias. Muitas vezes uma coroa liga a moldura nos pontos de tangência.
Técnica
Veludos-bordado, veludos cinzelados, cetins e damascos.
Origem
Fausto do barroco, ornamentação levada ao excesso e sintonia com o estilo pomposo do mobiliário.

LIÃO

Período
Último quartel do século XVII
Descrição
Sequência de flores dispostas em linha horizontal, orientadas alternadamente em direções opostas; molduras ovaladas que encerram composições florais, série de racemos ondulantes na vertical que encerram, em volutas circulares, botões de flores policromos.
Técnica
Lampas, cetins, espinhas, tafetás, brocados, gros e outros tipos de ligamento leve.
Origem
Lampas, cetins, espinhas, tafetás, brocados, gros e outros tipos de ligamento leve.

O DESENHO DE RENDA

Período
De 1680 a meados do século XVIII.
Descrição
Grandes ovais ou molduras laterais e especulares “de renda” encerram no seu interior elaboradas composições de flores e de frutos, também de aspeto exótico e fantástico.
Técnica
lampas, damascos, cetins, gros, taffetas.
Origem
Imitação das rendas tão em voga por volta do fim do reinado de Luís XIV.

A França, no século XVIII, mais do que do ponto de vista técnico, tem o primado estilístico no campo da criatividade têxtil. A Pompadour reina soberana; da sua caprichosa vontade depende a moda do tempo. Chega mesmo a dar o nome a um característico estilo de decoração têxtil com ramos de flores dispersos; depois, como grande acionista da Companhia das Índias, põe na moda as pequenas fantasias chinesas aprendidas nas porcelanas importadas. Nos estilos ornamentais, como nas modas e nos feitios, o século XVIII é francês em Itália, como o século XVI tinha sido italiano em França.

BIZARRE

Período
Início do século XVIII 1700 - 1720 aprox.
Descrição
Desenho de grandes módulos, assimétrico, feito de elementos fantásticos justapostos a outros de natureza exótica.
Técnica
Damasco espolinado a ouro, prata e sedas policromas.
Origem
Pelos seus elementos constitutivos de clara referência oriental, esta tipologia de tecidos apresenta-se como testemunho de um dos muitos momentos de interesse pela arte desses países; em particular agora, este fenómeno está ligado à atividade das Companhias das Índias.

CHINOISERIE

Período
Início do século XVIII 1710 - 1740
Descrição
Palanquins, juncais, pontes, pagodes, lagos, ramos, flores e pequenas cenas, aprendidos nas porcelanas, estão dispostos, por necessidade têxtil de enquadramento, em campos delimitados por levíssimas linhas de ramos ou de faixas ondulantes.
Técnica
Lampas, failles, veludos, damascos com decorações brochadas a ouro, prata e sedas policromas.
Origem
As frequentes missões da poderosa Companhia de Jesus na China, mantendo vivo o interesse por este país com cartas e relatos descritivos, determinam na Europa a moda do estilo chinês. O gosto pelas chinoiseries torna-se depois universal, também em virtude da importação das porcelanas chinesas por parte das Companhias das Índias e da divulgação do segredo da sua técnica de fabrico, descoberto em 1710 por Boettger e aplicado nas porcelanas de Meissen.

ESTILO REVEL

Período
1730 - 1740
Descrição
Flores, frutos e folhas assentam em conchas, cestos ou pedestais dispostos livremente, interrompendo qualquer esquema compositivo simétrico. Notável é o estilo naturalista da representação, sempre com um forte efeito de relevo sobre o fundo. Naturalismo e tridimensionalidade acentuados pela técnica aperfeiçoada por Jean Revel e chamada «point-rentré». Consiste em tecer algumas tramas de uma cor nas da cor contígua, obtendo uma passagem suave e esbatida de tons.
Técnica
Damascos, lampas, cetins, tafetás brochados, cuja característica é um fundo sobre o qual se sobrepõe um rico contrafundo, muitas vezes da mesma cor, composto de pequenos motivos realizados com técnicas têxteis de flutuações e ligamentos diversos.
Origem
Luís XV confere graça e elegância à produção faustosa do seu predecessor, criando um estilo cada vez mais voltado para o capricho e a fantasia, que não ignora, contudo, as necessidades ligadas à sua fruição. É uma alternância de propostas não alheia à moda.
Fonte
Arquivo fotográfico Bruno Balestrini
Este texto foi traduzido do original italiano com a ajuda da inteligência artificial (Claude). Ler a versão italiana.