Mulher a nadar
No auge de uma carreira fulgurante, Martini entrava numa crise aterradora que o fazia desesperar até das reais possibilidades expressivas da escultura. Mas, no cinzento da dúvida angustiante e do desgosto, o escultor recuperava a capacidade de rutura e de renovação que fora já a da sua juventude. Fechava-se o círculo das suas libérrimas invenções com obras fundamentais da civilização figurativa contemporânea, como esta admirável nadadora, em que a estrutura monumental condiciona e sustenta o rigor absoluto da invenção.
Bruno Balestrini (fotografia), «Mulher a nadar», obra de Martini Arturo, Escultura moderna, Milão, Coleção privada. Arquivo fotográfico Bruno Balestrini, https://brunobalestrini.org/cita/sch00226/. Consultado em [data de consulta].