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Bruno Balestrini/ Arquitetura/ Românico menor em Itália/ Abadia de S. Pietro a Villanova
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Românico menor em Itália

Abadia de S. Pietro a Villanova

Pouco acima do soco das fundações ( ver foto área absidal ) , com cerca de um metro de altura, começa uma fase de alvenaria que se eleva por 2-2,5 metros: é constituída por pedras brancas bem esquadriadas, interrompidas por faixas de tijolos vermelhos; neste troço de muro abrem-se as três janelas monóforas baixas que dão luz à cripta. Deste tipo de alvenaria (que retoma, em certos aspetos, a pesquisa cromática da fachada) distingue-se a parte superior, onde se emprega sempre a pedra clara, mas mais bem trabalhada e mais bem esquadriada, cuidada no alisamento das superfícies à vista, otimamente assente em finas camadas de argamassa. Nesta fase de alvenaria abrem-se as outras três monóforas: ao centro fica a de maiores dimensões, com arquivolta monolítica em pedra branca. O coroamento é feito de arquinhos cegos monolíticos de dupla aduela, com pequena mísula de apoio «em fole», como na fachada. Entre a faixa dos arquinhos e o telhado corre uma cornija de pedras brancas dispostas em dente de serra. As seis aberturas, praticadas nesta abside nos dois níveis da cripta e do presbitério, parecem ser contemporâneas da reedificação das primeiras décadas do século XII. As seis monóforas do semicírculo absidal pareceriam originais, organicamente inseridas tanto na vertical como na horizontal, sendo as duas centrais maiores do que as laterais. ABSIDE NORTE A partir de cima do soco de fundação, a alvenaria está em consonância, quanto ao tipo de material empregado, com a da abside central ( ver foto abside norte e central ) e a inserção das faixas horizontais de tijolos vermelhos é também bastante simétrica. Também aqui foi aberta uma janela mais recente. A parte da alvenaria até ao telhado não se afasta muito da alvenaria da abside central: neste absidíolo há, porém, uma única monófora central (certamente de construção mais recente, dado que também aqui a abertura veio danificar um dos arquinhos cegos sobrejacentes), e o coroamento é constituído pela habitual série de arquinhos cegos monolíticos, de aduela simples, com mísulas «em fole». Há, no entanto, que dizer que as pedras usadas na alvenaria deste troço superior do absidíolo norte não apresentam o mesmo cuidado no esquadriamento e no alisamento que se observa no nível correspondente da abside central; pelo contrário, as pedras claras da parte mais baixa, intercaladas pelas faixas horizontais vermelhas, são mais bem trabalhadas, sobretudo nas superfícies à vista, e assentes com maior cuidado e precisão. Outro pormenor construtivo, visível apenas observando o alinhamento longitudinal a partir do absidíolo norte, consiste no troço intermédio da alvenaria, a começar de baixo, logo acima da última cornija horizontal de tijolos vermelhos, que não está alinhado com a alvenaria subjacente, mas «recua» até ao nível superior da ogiva da monófora, onde a alvenaria parece voltar a ficar no eixo da parte baixa. Pode daqui deduzir-se que, além da janela, a obra de reconstrução abrangeu também este troço de muro, inteiramente reconstruído. Note-se que o telhado de uma água da nave lateral sobranceira à abside norte se insere no flanco da nave central desalinhado em relação à água oposta da nave lateral meridional, que tem, pelo contrário, o seu ponto de inserção pelo menos meio metro mais acima. A alvenaria dos desvãos da nave lateral meridional parece fruto de reconstruções; mantém uma disposição compacta de pedras claras, esquadriadas, com espessuras de argamassa, certamente não muito diferente das alvenarias opostas da nave lateral norte, onde os sinais do restauro são menos evidentes devido ao desalinhamento no alteamento do telhado. CAMPANÁRIO Impressionam as dimensões maciças. Possante torre quadrada cujo único «limite» é a altura reduzida, ao passo que a base e as fundações pareceriam mesmo ter sido concebidas para suportar estruturas muito mais altas. A câmara sineira, em tijolos vermelhos e com três grandes janelas ogivais em cada lado, é fruto de reconstruções mais recentes. A parte inferior da torre é, pelo contrário, construída em pedras claras bem trabalhadas e assentes com pouca argamassa. Com dificuldade, podem entrever-se duas fases construtivas diferentes na execução destas alvenarias (visíveis em três dos quatro lados da torre): uma parte apresenta um aparelho mais cuidado e pedras de tamanho suficientemente homogéneo em relação à outra, o que nem por isso pode ser interpretado como indício de uma diferença cronológica de execução. No lado da torre sineira voltado para as três absides, a 4-5 metros do soco de fundação, está embutido ao centro um grande monólito retangular de pedra clara com uma inscrição gravada difícil de decifrar. Aproximadamente, o texto diz o seguinte: «IN ANNO EST INCEPT ABB.(?)TVBREUBT.MILLESIMO CENTESIMO VIIIIXL». Sobre o «E» de (?)BREUBT encontra-se um sinal semelhante a um «ómega» estilizado. Apesar de uma pesquisa cuidadosa, não foi, em contrapartida, possível ver a epígrafe com os brasões dos Condes de Verona (Condes de San Bonifacio) que, segundo a «Breve Guida Storico-Artistica», deveria estar embutida na base do campanário e trazer a data de 1139 (segundo Luigina Tregnaghi) e de 1131 segundo outra fonte. Outra lápide ou epígrafe observável é constituída por uma pedra retangular bem esquadriada com um ligeiro rebordo, embutida no cunhal norte do lado ocidental da torre sineira, mas que atualmente não apresenta sinais nem inscrições. INTERIOR O espaço das três naves é marcado pela sucessão dos suportes da cobertura moderna (três pilares intercalados com duas colunas de cada lado). As quatro colunas, com os respetivos capitéis, diferem umas das outras pela decoração e pelo material empregado. A partir da entrada, a primeira à direita é uma coluna de mármore rosa de Verona e tem um capitel de pedra cinzenta, que apresenta uma decoração bastante estilizada do motivo de folhas e caulículos; a segunda, também à direita, é uma coluna de mármore cinzento manchado de branco, com um capitel igualmente de pedra cinzenta, de feitio coríntio e com a clássica decoração floral romana; a coluna que lhe fica fronteira, do lado esquerdo, é também de mármore vermelho de Verona e culmina num capitel de pedra cinzenta, decorado ao centro com motivos vegetais de folhas de acanto e, nos ângulos, esculpidos com boa técnica, os focinhos de quatro javalis ( ver foto capitel com javalis ) : vê-se-lhes o focinho e parte do pelo do dorso, além das patas dianteiras; a última coluna, ou seja, a primeira à esquerda a partir da entrada, é de pedra branca moldada e facetada em forma octogonal, rematada por um capitel de execução requintada que apresenta em cada face uma decoração composta por três secções muito salientes, alongadas e arredondadas para baixo, quase a formar uma maçaroca, nas quais está finamente esculpido um denso motivo vegetal de folhas (ver foto capitel com motivos vegetais) (a forma deste capitel está presente, de modo muito simples e sem decorações, não só na cripta de San Pietro, situada por baixo, mas também na igreja de San Michele a Belfiore). Os pilares não apresentam, em contrapartida, decorações particulares, exceto uma dupla cornija esculpida com motivos geométricos. Na parte esquerda da concha absidal, em baixo, está embutido um capitel, agora usado como suporte de uma mísula e reduzido praticamente a metade da dimensão original. É difícil estabelecer de onde provém, dado que as quatro colunas atualmente no lugar deveriam ter mantido os capitéis originais. Pela execução artística, a parte mais bem legível é semelhante ao capitel dos javalis, embora neste caso pareça tratar-se antes de leões (ver foto capitel mísula) , visto que o da direita parece ter dentes em forma de presas. A cobertura é obra da época olivetana, com abóbadas de vela nos três tramos. O presbitério está fortemente sobrelevado sobre a cripta e, entre as conchas absidais e o remate do alteamento presbiterial, com a escadaria ao centro, o espaço é ritmado por um único tramo com grande arco de volta perfeita sobre pilares. É considerável a presença de frescos, alguns de boa feitura, datáveis do século XIV em diante. Notável, também pela extensão, o fresco com histórias de São Bento pintado na parede da nave lateral sul, perto da fachada. Sobre o grande arco do absidíolo meridional restam vestígios de outro fresco (sécs. XIII-XIV), retocado, que revela ainda técnicas de execução arcaizantes. Ainda no interior conserva-se um retábulo dedicado a São Miguel, de meados do século XV, ótimo exemplo de pintura véneta do século XV. A par da abundância que caracteriza o aparato pictórico tardo-medieval e renascentista de San Pietro, é também considerável o que resta da decoração escultórica dos séculos XIV e XV (desde os dois nichos góticos da Anunciação ao retábulo de altar com São Pedro, São Paulo, São Bento, São Nicolau, Santo André esculpidos e cenas da vida de São Pedro e de Santa Águeda; desde a escultura em tufo da Nossa Senhora das Dores, executada por volta de 1400 por Egidio Wienrenneustadt, até aos anjos da época barroca). Ainda no interior, no primeiro pilar da esquerda, na face voltada para a nave central, está gravado o chamado «símbolo do peregrino», um pé, ou melhor, a forma esquemática de um sapato pontiagudo, peça de vestuário usada pelos viandantes/peregrinos da Idade Média. Os historiadores explicam a presença deste sinal pelo facto de Villanova se encontrar a um único dia de caminho «medieval» de Verona, na estrada para Vicenza. CRIPTA Para os historiadores, encontra-se aqui um exemplo raro, numa igreja menor, de cripta monumental. A datação dos estudiosos varia entre o século VIII e o XII. É difícil inclinar-se para uma ou outra datação, visto que a disposição atual é certamente fruto de reconstruções e restauros. Para além do pluteu do século VIII, permanecem no lugar partes certamente alto-medievais. O espaço tem uma terminação de três absides, com os muros perimetrais que seguem o traçado da terminação leste da igreja superior. O espaço diante dos altares situados nos hemiciclos absidais é ritmado, pela inserção de apoios das abóbadas de vela com nervuras, por oito colunas que dividem o espaço em cinco naves, que terminam depois em quatro pequenos pilares laterais que, juntamente com os embutidos entre a abside central e os absidíolos laterais, são de provável origem pré-românica. Outras duas colunas estão inseridas diante do altar-mor. Os capitéis no topo das colunas e semicolunas (alguns dos quais não pareceriam originais) não apresentam motivos decorativos particulares, a não ser pela forma, adotada na maior parte dos exemplos aqui presentes, que retoma a do primeiro capitel à esquerda da entrada (sobre coluna octogonal), composta por três estilemas muito salientes e de forma alongada que decoram as quatro faces do capitel. Só um dos capitéis (se for original) tem decoração diferente, que aproxima o motivo vegetal estilizado aqui esculpido de protótipos da época romana. PLUTEU No absidíolo setentrional da cripta conserva-se (hoje usado como suporte de um altar) um troço de transenna ou pluteu (ver foto pluteu ) que os estudiosos fazem remontar cronologicamente à segunda metade do século VIII. Em pedra branca, tem esculpida ao centro uma cruz, decorada com motivos entrelaçados; o espaço aos lados dos braços da cruz apresenta os clássicos motivos de fitas de três cordões, atadas de modo a formar círculos entremeados de florzinhas, cachos e folhinhas. Na parte baixa do pluteu surgem dois pavões a beber num cântaro do qual sai a haste da cruz. A parte superior da peça é composta por outra moldura que apresenta motivos em ferradura, repetidos em níveis concêntricos, com flores ao centro.

Como citar

Bruno Balestrini (fotografia), «Abadia de S. Pietro a Villanova», Românico menor em Itália, S. Bonifacio, Itália. Arquivo fotográfico Bruno Balestrini, https://brunobalestrini.org/cita/romanico-minore-00037/. Consultado em [data de consulta].

Este texto foi traduzido do original italiano com a ajuda da inteligência artificial (Claude). Ler a versão italiana.