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Bruno Balestrini/ Arquitetura/ Românico menor em Itália/ Igreja de San Pietro in Mavino
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Românico menor em Itália

Igreja de San Pietro in Mavino

FRESCOS Os troços de parede não pintados a fresco estão totalmente rebocados. A partir da entrada, para a esquerda, encontra-se suspenso na parede um grande fresco destacado que representa uma série de santos apóstolos. Bem visível é São Simão, que aponta com o dedo para uma cartela com a data de 1321 (ver foto Procissão). Continuando, resta um troço de fresco onde está pintada outra sequência de santos (ver foto grupo 3 santos), talvez de época posterior ao período de execução do fresco anterior, ou pelo menos executada por um artista diferente. Com efeito, as auréolas são realizadas num estilo diferente, com um resplendor raiado em relevo (encontrar-se-á este tipo de ornamento também noutras figuras de santos pintadas nesta igreja), ao passo que no fresco grande são simplesmente pintadas. Do mesmo modo, são muito diferentes as figuras de santos, que aqui se apresentam com maior riqueza de pormenores e maior variedade cromática. Bem visível é a figura de São Pedro (em hábito de monge e tonsurado), com as chaves e um bastão na mão, tendo aos pés duas pequenas figuras de orantes. À sua esquerda, agora mutilada, resta apenas um troço de outra figura de santo de vestes sumptuosas (talvez um bispo). À sua direita, pelo contrário, tem um santo bispo, de rosto picado a escopro. Para lá do bispo, para a direita, surge novamente a figura de um monge, infelizmente também aqui com o rosto apagado, que segura na mão um livro (por este pormenor, talvez identificável com São Bento). Deste lado da igreja, mais ou menos a meio da nave, foi aberta em época moderna uma capela dedicada aos mortos em guerra. À direita desta capela encontra-se hoje outro fragmento de fresco destacado, bastante bem conservado (ver foto São Miguel). Está dividido em três secções: ao centro, em razoável estado de conservação, sobressai um São Miguel que com a lança trespassa um dragão ou o diabo (este pormenor está em falta). À direita de São Miguel, emoldurada, a figura de um santo com a palma do martírio na mão e que, debaixo do braço esquerdo, segura um livro. À esquerda, também enquadrada por uma moldura perfilada, e em bom estado de conservação, surge a figura de um nobre identificável com São Roque pelo dedo que aponta para a coxa, onde geralmente é visível o sinal da doença (aqui, porém, foi raspado). Um último e vasto troço pintado a fresco cobre a parte da parede longitudinal norte nas proximidades da zona absidal, mas infelizmente trata-se da zona pior conservada, com pelo menos duas camadas de pinturas e sinópias. O ciclo desenvolve-se em duas secções horizontais distintas: em baixo, podem ver-se parte das figuras de três santos com vestes de feitio arcaico bizantinizante. Uma espessa moldura pintada com um motivo de grega separa esta sequência, muito interrompida por perdas de cor, da sequência superior, ainda menos conservada, que de forma irregular e com tons cromáticos muito desbotados deixa adivinhar a figura de uma personagem ajoelhada vestida de branco. O hemiciclo da pequena abside norte está totalmente pintado. Em primeiro plano há uma Virgem com o Menino, enquanto figuras de santos ocupam os lados e a parte inferior. Também a frente do pequeno altar conserva restos muito deteriorados de fresco: pode ainda ver-se a figura de um santo de braços abertos. No pé-direito que separa a abside norte da central está pintado um Santo Antão Abade, danificado por inscrições e grafitos. Na abside central a decoração desenvolve-se em dois níveis. O nível superior é ocupado por dois painéis com as almas dos condenados e as dos bem-aventurados orantes pintadas, voltadas para uma grande mandorla onde domina, entronizado, o Cristo Pantocrator (ver foto Pantocrator). Aos lados deste último estão pintados a Virgem e o Batista, com anjos que tocam trombetas. Abundam os motivos ornamentais de tipo floral, tanto no espaço em torno de Cristo como na moldura da calote absidal. É de notar a sumptuosa veste de feitio bizantino, com a túnica ricamente decorada com pedras preciosas (com reminiscências dos mosaicos paleocristãos de Ravena). Aos pés de Cristo, de dois grandes sarcófagos, um à esquerda e outro à direita, emergem em meio-busto figuras humanas nuas, as almas dos Bem-aventurados e dos Condenados ou, mais simplesmente, a Ressurreição dos Mortos. Os mais visíveis são os seis condenados, em baixo, à esquerda do Pantocrator; criaturas serpentiformes atormentam as personagens (ver foto condenados). A parte inferior é ocupada por outro fresco, onde estão colocadas seis figuras de santos dentro de molduras. A época de execução deste fresco pareceria anterior à do fresco de Cristo, dado que alguns troços do reboco da faixa superior se sobrepõem às molduras dos seis santos. A representação é bastante plana e linear: (ver foto fresco santos 1) três santos estão inseridos entre a janela monófora da esquerda e a monófora central e três do lado oposto, respeitando os perfis das aberturas. O primeiro santo, a partir da esquerda, é a habitual representação de santo monge apoiado num bastão com ambas as mãos; ao centro do tríptico há outro santo, de veste branca, barba branca e tonsura; segura, apoiado no braço esquerdo, um livro de capa decorada; ao lado desta figura surge um São Tiago, identificado pelo nome escrito por cima, na moldura, e pelas conchas no alforge. Também São Tiago segura, apoiado no braço esquerdo, um livro de capa finamente decorada. Originalmente, também as outras duas figuras deviam ostentar o nome em caracteres góticos, mas infelizmente hoje restam apenas escassos vestígios. Uma particularidade destas três personagens é constituída pelas auréolas em torno da cabeça que, além da camada de cor dourada, apresentam vestígios de relevo em estuque. No grupo correspondente do lado direito encontra-se em primeiro lugar um santo não identificável com maior precisão (ver foto fresco santos 2). Embora em razoável estado de conservação, nota-se a execução grosseira desta figura, sobretudo nos traços do rosto, que resultam desproporcionados em relação ao resto do corpo (uma comparação estilística com as figuras do tríptico ao lado e dos dois santos vizinhos evidencia a escassa familiaridade do artista com a anatomia e com o respeito das proporções do corpo humano). O santo de manto branco, espessa barba grisalha e cabelos compridos segura na mão esquerda uma cartela fechada. À sua esquerda está representado São Paulo, com espessa barba escura e acentuada calvície frontal; segura na mão direita uma espada e na esquerda um livro. Se quanto à primeira personagem desta sequência podiam surgir dúvidas sobre a contemporaneidade ou sobre a mão do artista autor de todas as seis figuras de santos, também o livro na mão de São Paulo evidencia diferenças macroscópicas: as capas que encadernam os livros de São Tiago e do santo vizinho são finamente decoradas, ao passo que aqui a capa é extremamente simples. Diferente é também o desenho das auréolas que, neste caso, além de não terem decoração em estuque, são resolvidas com um simples motivo raiado. O terceiro santo, também aqui de difícil identificação e absolutamente desprovido de atributos que o individualizem, caracteriza-se pelo manto que lhe cobre grande parte do corpo: a sua decoração, que se desenvolve com losangos brancos e verdes sobre um fundo liso cor de marfim, recorda motivos antigos de época pré-românica, que não pode certamente ser a época de realização destas pinturas. Talvez nestes três santos as diferenças estilísticas se devam apenas à diversidade do artista que aqui trabalhou, certamente não o mesmo que pintou a fresco o São Tiago e os dois santos vizinhos: não é de excluir que a grosseria de execução denunciada pelos três santos da direita possa ser fruto de desastradas campanhas de restauro. Outra diferença entre as duas sequências de personagens verifica-se nos contornos das figuras dos santos: os da esquerda são contornados a negro, ao passo que as figuras dos três da direita se recortam sobre um fundo de cor diferente. O pé-direito apresenta, mal conservada, uma figura de São Paulo de espada na mão. Na abside sul a parede pintada a fresco está dividida em dois compartimentos (ver foto fresco pequena abside dta.). As partes da calote e do hemiciclo são ocupadas por uma Crucifixão, com Maria e as santas mulheres a chorar à esquerda da cruz, enquanto à direita surge uma figura de santa em oração, com as mãos postas sobre o peito. Na parte inferior do fresco surgem três figuras bastante danificadas e desbotadas: em primeiro plano, a figura de um anjo (o rosto está já ilegível, assim como parte das asas). À sua direita está representada uma santa que parece apresentar uma pequena figura ajoelhada de orante. À esquerda do anjo, o que estava pintado foi quase totalmente apagado: intui-se que fosse uma figura de santo que, como a santa do lado oposto, apresentava um orante. Curiosos são dois círculos (situados entre as asas do anjo e as personagens laterais): à direita do anjo, a cor púrpura pareceria esconder um rosto humano, ao passo que o anel contraposto pareceria delinear os traços de um rosto humano (talvez o Sol e a Lua?). Também aqui a frente do altar da pequena abside conserva restos de fresco muito desgastados de uma figura de santo (vê-se apenas a auréola). Há ainda um fragmento de fresco no troço de parede entre a abside e a porta retangular da parede longitudinal sul. Foi realizado em duas camadas: a partir da esquerda, a pintura mais antiga está em razoável estado de conservação: veem-se, em sequência, uma figura feminina com auréola e coroa real, vestida com uma sumptuosa veste de feitio bizantino (talvez Santa Helena?), reconhecível nos ornatos que decoram o corpete do vestido. Ao lado há um santo monge (tem a tonsura e a auréola), com um livro de capa decorada na mão esquerda; por cima das cabeças destas duas personagens despontam os fragmentos do fresco que tinha sido pintado sobre esta cena: observam-se duas cabeças que decalcam, ou pelo menos repetem, os traços dos rostos das duas figuras subjacentes mais antigas: uma cabeça feminina com auréola e coroa e uma cabeça masculina com tonsura (ver foto fresco par. long. sul). Continuando em direção à fachada, encontra-se um Santo Antão Abade (realizado ao mesmo tempo que os dois fragmentos vizinhos, menos antigos), de longa barba bifurcada, com a mão direita erguida em gesto de bênção e na esquerda uma sineta. O hábito está grafitado e quase inteiramente coberto por incisões de várias épocas. Uma perda de cor no hábito do santo indica que por baixo havia outros frescos. A terceira personagem desta cena é um São Pedro: apresenta infelizmente uma grave lacuna de cor ao centro e segura na mão um par de chaves; é atribuível à mesma fase cronológica do Santo Antão. Continuando para oeste depois da porta lateral, ao longo de uns quinze metros, desenvolve-se uma longa faixa pintada a fresco. Notáveis e determinantes são as partes em falta (bastante visíveis são apenas as primeiras cenas a partir de leste e poucos fragmentos maltratados na extremidade oeste). O que resta, da esquerda para a direita, são um santo de cabeleira «selvagem», com rótulo aberto; um santo de aspeto, por assim dizer, mais sério; uma Maria Madalena de cabelos louros compridíssimos e olhos arregalados (ver foto Maria Madalena) entre dois anjinhos, seguida de uma santa com coroa real, livro fechado na mão esquerda e a direita a erguer a orla da veste. A sequência pintada a fresco prossegue com uma Virgem entronizada com o Menino; ainda mais à direita resta, parcialmente deteriorada, uma Nossa Senhora da Misericórdia entre dois anjinhos e dois santos (dos quais já só é visível o da esquerda). No troço final, para oeste, conserva-se mais um breve troço de fresco, já ilegível. Na parte sudoeste da contrafachada está pintado, por último, um santo de vestes de feitio bizantinizante, junto de figuras orantes voltadas para as sequências pictóricas que deviam cobrir a parede longitudinal sul. Junto ao portal de entrada está colocada uma pia de água benta com o fuste constituído por um monólito de pedra clara, esquadrado, sem decoração, ao passo que a bacia é quadrada, com cavidade central esquadrada, decorada em três lados com uma simples série de molduras salientes.

Como citar

Bruno Balestrini (fotografia), «Igreja de San Pietro in Mavino», Românico menor em Itália, Sirmione, Itália. Arquivo fotográfico Bruno Balestrini, https://brunobalestrini.org/cita/romanico-minore-00028/. Consultado em [data de consulta].

Este texto foi traduzido do original italiano com a ajuda da inteligência artificial (Claude). Ler a versão italiana.