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Bruno Balestrini/ Arquitetura/ Românico menor em Itália/ Pieve de San Giorgio di Valpolicella
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Românico menor em Itália

Pieve de San Giorgio di Valpolicella

Campanário (ver foto campanário) O campanário, possante torre quadrada do século XII, pela composição em pedras calcárias claras apenas desbastadas e de diferentes dimensões, dispostas em níveis horizontais em espessa argamassa, apresenta em todos os quatro lados estruturas murárias semelhantes às estruturas construtivas dos muros perimetrais da igreja. Constituem exceção os contrafortes angulares, inseridos a partir de uma altura de cerca de 4-5 metros acima do nível do terreno, com cerca de um metro de largura, e a lesena central ligada por pares de arquinhos cegos compósitos em pedra nos dois primeiros níveis do alçado (note-se que a segunda cornija de arquinhos geminados está colocada a uma altura quase tripla em relação à cornija baixa) e, no terceiro setor, em cima, por uma lesena mais estreita (visível apenas nos lados este e norte), ligada por três arquinhos em tijolo de cada lado (no lado ocidental, sob a janela trífora da sala dos sinos, está hoje inserido um relógio, assim como no lado sul se conserva ao mesmo nível um pesado reboco de cimento). O lado norte da torre, na parte baixa, está integrado na planimetria da nave lateral (no interior da igreja, no muro perimetral da nave lateral sul, é visível a saliência da base do campanário). Junto ao cunhal baixo de sudoeste está embutido um grande bloco esquadrado de calcário, provavelmente reaproveitado e recuperado de edifícios de época romana, que apresenta, a marcar as arestas, uma ligeira moldura esculpida, e pouco acima está colocado o que devia ser um monólito com os restos de dois pequenos arcos. Só no flanco ocidental da sala dos sinos se encontra uma janela trífora moldurada com arcos compósitos em pedra apoiados em duas pequenas colunas monolíticas, encimadas por simples capitéis em muleta, ao passo que os outros lados se abrem com janelas bíforas de pequenos arcos moldurados em tijolo e uma coluna única com capitéis em muleta desprovidos de decoração. A parte superior da torre é esquadrada, com telhado baixo de quatro águas. Além das aberturas da sala dos sinos, em cada lado da torre estão inseridas estreitas janelinhas em seteira, dispostas em vários níveis. Em geral, conservam-se ainda bem os traços construtivos característicos da época românica, embora em parte alterados, sobretudo na composição murária das secções centrais da face meridional, que apresenta acrescentos dispersos, por vezes consideráveis, em tijolo vermelho. Também a última secção, composta pela sala dos sinos e pela secção terminal quadrada da torre, tem alvenarias que repetem as diferenças dos materiais empregados presentes na zona terminal do lado oeste. O remate da torre acima das janelas é quadrado, com alvenarias que denunciam intervenções de restauro. Claustro (ver foto claustro) O claustro, inserido no troço mais a este do muro longitudinal meridional da igreja, é datado do século XII. Restam três dos quatro lados com colunata, estruturalmente diferentes uns dos outros; falta por completo a ala ocidental, substituída por uma vedação de época recente. Destas três alas, a mais curta, a norte, e a de este (ver foto claustro lado este) são cobertas por um telhado de uma só água em telha de canudo e grandes lajes de pedra. As pequenas colunas que sustentam as arcadas do claustro assentam num murete contínuo, de altura variável. No embasamento da galeria este, do lado da área absidal, nota-se uma incisão quadrada que pareceria quase o esquema de um jogo (o jogo da «triglia»?), ou então uma reprodução da planta do próprio claustro, se não a representação de um labirinto, ou ainda um motivo semelhante ao pintado junto da calota absidal ocidental. As alvenarias, nas partes baixas, apresentam uma disposição construtiva comparável às estruturas murárias do campanário e da igreja; só as partes acima dos arcos apresentam um tratamento mais cuidado dos blocos de pedra, que mostram um trabalho de esquadria e acabamento. Só no lado sul do quadrilátero o aparelho murário se torna mais confuso, com consideráveis elementos de época romana embutidos, entre os quais se conservam partes com incisão de letras latinas. Os arcos de volta perfeita, sobre pequenas colunas e pequenos pilares, são geralmente compostos por duas aduelas bem trabalhadas. Em razoável estado de conservação encontram-se as decorações que ornamentam os capitéis das pequenas colunas, nos quais surgem várias tipologias ornamentais pertencentes ao repertório em uso nos bestiários e nos florários fantástico-religiosos da época medieval. Só no início do século XIX os edifícios originalmente destinados ao clero foram em parte destruídos ou incorporados na atual residência canónica. O lado este é o que apresenta um tratamento estilístico mais cuidado, e o desenvolvimento das decorações nos capitéis é, em alguns casos, de elevado nível artístico. Nesta galeria os arcos são catorze, divididos por um pilar monolítico em pedra clara esquadrada em dois setores de sete pequenos arcos cada um, sustentados por pequenas colunas e pequenos pilares de material diverso, encimados por capitéis em muleta desprovidos de decoração, no caso dos pequenos pilares, ao passo que nas pequenas colunas os capitéis são esculpidos com uma variedade de temas fitomórficos (como os das duas primeiras pequenas colunas depois do pequeno pilar, em direção a sul, em mármore rosa com decorações de folhas estilizadas), zoomórficos (o capitel da sexta pequena coluna a contar da esquerda, em mármore rosa, com ângulos chanfrados e ábaco em muleta, é decorado nos quatro lados com animais inseridos dentro de uma moldura semicircular; o primeiro, o terceiro e o quarto são capitéis com caulículos nos ângulos e com pequenos animais em relevo inseridos nos espaços centrais) ou antropomórficos (como noutro capitel onde, na face exterior, está colocada uma cabeça humana e nos lados surgem duas figuras de animais, uma das quais invertida – ver foto capitel). No muro interior deste lado do claustro restam vestígios de fresco; ainda legíveis permanecem os traços de um leão. Do lado sul do claustro conservam-se doze arcos compósitos, interrompidos por uma entrada esquadrada realizada com ombreiras e lintel formados por grandes blocos de pedra: os seis arcos situados para ocidente assentam em pequenas colunas e pequenos pilares com capitéis monolíticos em muleta simplesmente moldurados. Os seis arcos para oriente assentam em pequenas colunas brancas e de rosa de Verona, com capitéis decorados com motivos vegetais de ramagens. No lado norte, a divisão dos espaços não é homogénea: na extremidade direita (olhando do centro do pátio) há uma abertura bífora sustentada por um pequeno pilar com capitel em muleta desprovido de decorações; segue-se, para a esquerda, uma abertura esquadrada que dá acesso ao pórtico onde estão inseridas outras duas entradas (para a área este e para a igreja). À esquerda desta entrada estão, por sua vez, cinco arcos (o último, do lado do campanário, está truncado), apoiados alternadamente em colunas simples ou duplas, de material diverso, com capitéis em muleta monobloco também sobre as pequenas colunas duplas, esculpidos e decorados com simples motivos geométrico-vegetais, à exceção do primeiro capitel junto à ombreira da entrada, no qual estão inseridas nos ângulos duas águias estilizadas de asas abertas, infelizmente acéfalas; o capitel da outra pequena coluna, em parte danificado, conserva, na face interior, um ligeiro motivo vegetal de ramagens e cachos. Junto à porta de entrada da igreja está ainda embutida uma lápide tumular esquadrada com inscrição dedicatória. continua >>>

Como citar

Bruno Balestrini (fotografia), «Pieve de San Giorgio di Valpolicella», Românico menor em Itália, S. Ambrogio di Valpolicella, Itália. Arquivo fotográfico Bruno Balestrini, https://brunobalestrini.org/cita/romanico-minore-00021/. Consultado em [data de consulta].

Este texto foi traduzido do original italiano com a ajuda da inteligência artificial (Claude). Ler a versão italiana.