O Prisioneiro - Atlante
é muito discutido, e na historiografia sobre Miguel Ângelo oferecem-se desde o século XVI as mais variadas interpretações, o significado simbólico destas figuras destinadas ao Túmulo de Júlio II e trabalhadas por Miguel Ângelo em diversos períodos, entre 1513 e 1536, talvez. O certo é que todas, sejam elas representações das artes liberais, de províncias subjugadas ou de povos infiéis submetidos à verdadeira fé, dão imagem ao tormento moral da alma humana que luta ou se resigna desesperadamente à servidão da matéria que avilta e oprime; tormento que, em termos de pesquisa expressiva, se traduz na luta entre «forma» e «matéria».
Bruno Balestrini (fotografia), «O Prisioneiro - Atlante», obra de Michelangelo Buonarroti, Escultura renascentista, Florença, Galleria dell'Accademia. Arquivo fotográfico Bruno Balestrini, https://brunobalestrini.org/cita/sch00068/. Consultado em [data de consulta].