Manjericão
Ocinum Basilicum
Descrição
Planta anual, herbácea e por vezes arbustiva
Caule
Ereto, ramificado na parte superior, cresce em arbustos frondosos com 40 - 50 cm de altura.
Folhas
De cor verde brilhante e bastante carnudas, são ovais com as margens denteadas; a superfície é glabra e brilhante, por vezes bulhosa.
Flores
Pequenas, perfumadas, com os botões esbranquiçados, em ramos circulares de seis, situados acima de um par de pequenas folhas; a corola é de cor esbranquiçada ou rosada; florescem no fim do verão.
Frutos
As sementes têm 1 mm de comprimento, são de cor castanho-escura e estão contidas em grupos de quatro nas corolas das flores.
Exposição
Soalheira/ a exposição em plena luz, aumentando a transpiração, aumenta a «força» do seu perfume. Proteger do vento, da geada e do sol escaldante do meio-dia.
Reprodução
Semear de preferência de fevereiro a março (quando a temperatura já não desce abaixo dos 10 - 12 °C) em locais abrigados; passado o risco de geada, ou, em todo o caso, quando as plantas tiverem emitido 4 - 5 folhas, transplantar para vasos ou para a terra a 30 cm de distância umas das outras.
Crescimento
A planta tem necessidade contínua de elementos fertilizantes e de humidade no solo, que, no entanto, não deve ser regado em demasia, uma vez que as plantinhas estão sujeitas a podridão: regar ao meio-dia, não à noite: pulverizar as folhas com água morna. Cultiva-se bem em casa.
Colheita
As folhas colhem-se de maio a setembro, à medida que atingem o seu tamanho máximo, cortando-as no ponto de inserção no caule. As extremidades floridas colhem-se em julho-setembro, cortando o caule com a tesoura, duas ou três folhas abaixo da inflorescência; para prolongar a fase vegetativa da planta, suprimir as inflorescências à medida que se formam.
Conservação
Congelar ou secar as folhas em local bem arejado e à sombra (evitar cuidadosamente o sol). Antes de congelar, pincelar as duas faces com azeite. Conservar as folhas inteiras em azeite com sal, em frascos de vidro ou porcelana, ao abrigo da luz e da humidade. Conservar em azeite ou vinagre.
Propriedades
Digestivas, antiespasmódicas, aromáticas, anti-inflamatórias. NA COZINHA: Indispensável nos pratos mediterrânicos. Combina muito bem com tomates, abóboras, curgetes, feijão, cogumelos, saladas de arroz; o seu aroma é suficientemente forte para competir com o alho, e juntos formam o clássico molho genovês «al pesto». A folha fresca tem um perfume doce, ótimo para realçar o sabor dos tomates frescos e do azeite. A cozedura realça-lhe o gosto forte; é largamente usado também na preparação de conservas e licores.
Beleza
A infusão fresca de folhas e flores de manjericão é ótima para um banho revigorante.
Saúde
Usado na prática da fitoterapia para estimular os processos digestivos e para atenuar as cólicas de estômago sob a forma de decocção. Se deixado a macerar no vinho durante algumas horas, resulta num ótimo tónico; o óleo essencial de manjericão alivia a fadiga mental.
Curiosidades
O manjericão é uma planta aromática originária das zonas quentes da Ásia e de África. O nome deriva do grego «Basilikòs», que significa «régio», para indicar que esta planta era já considerada na Antiguidade a «rainha das ervas». Relatos lendários descrevem o túmulo de Cristo Ressuscitado enriquecido por numerosos pezinhos de manjericão, que ainda hoje são dispostos a ornamentar os altares das igrejas ortodoxas. Largamente utilizado na cozinha para aromatizar pratos ou conservas, conta-se que o manjericão tem também outros poderes: considerado um poderoso talismã, os camponeses mexicanos traziam sempre algumas folhas consigo para «atrair» o dinheiro ou ainda para atrair a pessoa amada: a planta era sagrada para a deusa do amor. Outra propriedade particular do manjericão é a de manter as moscas afastadas: por esse motivo é costume colocar os vasos desta planta nos parapeitos das janelas.