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Bruno Balestrini/ Botânica/ Ervas aromáticas/ Malva
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Ervas aromáticas

Malva

Malva species

Descrição

Eis uma herbácea anual, bienal, ou perene, sempre muito rústica, que outrora estava largamente difundida junto às casas, ao passo que hoje é cada vez mais rara de encontrar. Em Itália são espontâneas a Malva vulgaris e a Malva alcea, de vistosas flores cor-de-rosa; dissemina-se naturalmente também a Malva moschata, de folhas recortadas, particularmente decorativas.

Folhas

São arredondadas, mas recortadas por lóbulos triangulares, as da Malva vulgaris, chamada também rotundifolia; recortadas noutras variedades; frisadas as da Malva crispa.

Flores

As flores são habitualmente de um belo rosa tendente para o violeta, a que se chama precisamente cor de malva, mauve, à francesa; podem ser também de um rosa mais delicado. Com pelo menos três centímetros de largura, por vezes cinco, apresentam pétalas chanfradas, percorridas em todo o comprimento por linhas de cor mais intensa. A sua generosa floração ocorre no verão, de julho em diante e, se se cortarem as flores murchas, prolonga-se até ao outono.

Exposição

A exposição preferida é o sol pleno, mas tolera também a meia-sombra.

Reprodução

Muitas vezes o grande vigor desta perene leva-a a disseminar-se sozinha; mas podem obter-se novas plantas também por divisão das touceiras, por estacas, colhidas no fim da primavera ou no verão, ou por sementeira, a efetuar sempre no verão.

Crescimento

Se, depois da sementeira, as plantinhas crescerem demasiado juntas, devem ser espaçadas de pelo menos uns trinta centímetros. Para obter um bom desenvolvimento convém deixar as touceiras muito tempo sem lhes mexer.

Colheita

As folhas podem ser colhidas durante todo o verão, embora junho e julho sejam os melhores meses, mas sempre nas primeiras horas da manhã, logo que o orvalho tenha secado; as flores devem ser colhidas em botão, antes de a floração estar completa.

Conservação

Uma vez secas à sombra, as folhas e as flores conservam-se em caixas ou frascos de fecho hermético.

Propriedades

NA COZINHA: As folhas frescas e tenras da malva, cozidas, temperadas com limão, azeite, sal e pimenta, e consumidas durante alguns dias como legume ao jantar, além de serem agradabilíssimas de sabor, exercem uma ação laxativa que será apreciada por quem sofre de prisão de ventre crónica.

Beleza

A malva é emoliente e refrescante: fervendo, durante uns dez minutos, duas mãos-cheias de folhas de malva numa chávena de água, obtém-se um líquido que, filtrado e arrefecido, se aplica no rosto com um tampão de algodão e se deixa atuar durante alguns minutos. O efeito relaxante é garantido e será surpreendente se, depois desta operação, se passar cuidadosamente um pepino pelo rosto. O tratamento de beleza será completado com um enxaguamento com água morna.

Saúde

A malva contém substâncias eficazes em diversas perturbações das mucosas internas: é útil em gastrites, laringites e tosses, pois exerce uma ação emoliente e anticatarral. Para aproveitar ao máximo os seus benefícios, a infusão deve ser feita a frio: deixa-se, durante uma noite inteira, uma colher de sopa de malva em 1/4 de litro de água fria. Esta dose, suficiente para um dia, deve ser bebida em duas ou três vezes, depois de ligeiramente aquecida.

Curiosidades

Pitágoras, o famoso filósofo e matemático da Grécia antiga, referindo-se às enormes virtudes desta erva, escreveu: «semeia a malva, mas não a comas; ela é um bem tão grande que deve ser reservado ao nosso próximo, em vez de a usarmos egoisticamente em nosso proveito».

Este texto foi traduzido do original italiano com a ajuda da inteligência artificial (Claude). Ler a versão italiana.