Bruno BalestriniFotógrafo
Bruno Balestrini/ Escultura italiana/ Escultura moderna/ Dédalo e Ícaro
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Canova Antonio

Dédalo e Ícaro

A entusiástica exaltação oficial entre os séculos XVIII e XIX e, posteriormente, a polémica e acre desmistificação levada a cabo pelas correntes artísticas que se reportam a conceções estéticas mais recentes acabaram por falsear toda a perspetiva histórico-cultural razoável na avaliação da personalidade canoviana. A escultura do mestre de Possagno não foi um «milagre» abstrato, desligado de toda a referência contingente a tempos, escolas, tradições figurativas. Véneto de nascimento e de educação, o escultor nunca trairá aquela que é a típica «forma mentis» da sua gente, feita mais de empirismo do que de teorese, mais de sensibilidade do que de rigor formal. Precedentes imediatos de Canova eram Corradini e Torretti, mas contavam mais para a sua recetiva sensibilidade as premissas luminísticas e pictóricas e o sensual naturalismo que, de Mariani a Vittoria, tinham sido elementos determinantes para a formação da linguagem helenístico-barroca do primeiro Bernini e de tanta escultura dos séculos XVII e XVIII.

Como citar

Bruno Balestrini (fotografia), «Dédalo e Ícaro», obra de Canova Antonio, Escultura moderna, Veneza, Museo Correr. Arquivo fotográfico Bruno Balestrini, https://brunobalestrini.org/cita/sch00232/. Consultado em [data de consulta].

Este texto foi traduzido do original italiano com a ajuda da inteligência artificial (Claude). Ler a versão italiana.