Bruno BalestriniFotógrafo
Bruno Balestrini/ Escultura italiana/ Escultura moderna/ A Pisana
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Martini Arturo

A Pisana

Na intensíssima atividade martiniana, rica de inventiva e de surpresas, passaram pelo crivo todos os mitos e as ilusões da civilização moderna. A síntese entre arcaísmo e classicismo, o aparente ecletismo cultural, que todavia na obra concreta supera qualquer ressaibo de arqueologia e de etnografia, concorreram indubitavelmente para a definição do chamado primitivismo martiniano; insensivelmente, porém, a exigência de um purismo estilístico, de uma clara estruturação plástica, de perfis fechados e elementares, enriquecia-se de humores sensuais e trepidantes, de ritmos subtis e requintados que parecem ecoar, numa sintaxe diferente, a tépida luminosidade de certos mármores canovianos. Mas um quê de acerbo, de contrastado, exclui a plástica martiniana da olímpica segurança (que está, afinal, sempre à beira da frieza) do mestre neoclássico e enriquece-a de ressonâncias patéticas e sentimentais, de perturbações e incertezas que tornam o escultor plenamente partícipe do «estado de crise perene» da civilização contemporânea.

Como citar

Bruno Balestrini (fotografia), «A Pisana», obra de Martini Arturo, Escultura moderna, Acquiterme, Coleção Ottolenghi. Arquivo fotográfico Bruno Balestrini, https://brunobalestrini.org/cita/sch00223/. Consultado em [data de consulta].

Este texto foi traduzido do original italiano com a ajuda da inteligência artificial (Claude). Ler a versão italiana.