Astrophytum myriostigma Lem. Nome vernáculo: Chapéu-de-bispo
Descrição
O nome do género significa literalmente «planta estrela». O caule esférico divide-se em média em cinco costelas agudas, apenas marcadas pelas aréolas lanosas desprovidas de espinhos. A epiderme cinzento-prateada está coberta de minúsculos pontos brancos que a tornam quase cintilante ao sol. No habitat é normalmente uma planta solitária, ao passo que em cultivo, graças aos cuidados constantes e ao fornecimento regular de substâncias nutritivas, pode afilhar dando origem a esplêndidas «almofadas de estrelas suculentas», como no exemplar fotografado. As flores, amarelas, de dimensão variável entre 2 e 4 cm, aparecem no ápice da planta continuamente de abril a setembro. Conhecem-se algumas variedades: Astrophytum myriostigma f. nudum, com a epiderme verde-escura, completamente desprovida de pontinhos brancos; Astrophytum myriostigma v. columnare, cujo caule, com a idade, pode alongar-se até 1 metro de altura.
Cultivo
planta muito difundida há anos, encontra-se com facilidade em muitos centros de jardinagem. Prefere terrenos sem húmus, de componente predominantemente mineral. As raízes fibrosas e finas sofrem se a humidade estagnar e, portanto, as regas devem ser repetidas só quando o substrato tiver voltado a secar. Planta de alta altitude, pode suportar no inverno temperaturas próximas de zero, desde que o terreno esteja perfeitamente seco e a humidade ambiente seja baixa.
Reprodução
Predominantemente por semente. Retirar estacas de um exemplar afilhado é quase um crime e, ainda por cima, as estacas enraízam com grande dificuldade.